Por dentro da geração Z: como eles estudam?

Os millennials foram surpreendidos, nas últimas duas semanas, ao descobrirem que alguns de seus gostos e hábitos são considerados pela geração Z como cringe, ou algo vergonhoso. Tudo começou a partir de um tweet, mas os estudos sobre o comportamento das gerações não é novo e direciona muitas empresas mundo afora.

Segundo Fátima Jinnyat, professora dos MBAs USP/Esalq, não há consenso exato sobre as definições das gerações. Elas variam de acordo com a visão de cada autor e a partir das variações geográficas e sociais, por exemplo. Contudo, podemos considerar o quadro abaixo, que é um dos mais aceitos:

  • Baby boomers: nascidos entre 1940 e 1960
  • Geração X: nascidos entre 1960 e 1980
  • Geração Y ou millennials: nascidos entre 1980 e 1995
  • Geração Z: nascidos entre 1995 e 2010
  • Geração Alpha: nascidos a partir de 2010

Pesquisa comportamental de aprendizagem

Agora que você já tem uma ideia de como as gerações são, mais ou menos, definidas, saiba que uma pesquisa da Pearson, uma empresa e editora britânica de educação, divulgada no fim de 2018, compara hábitos de aprendizagem e consumo de conteúdo da geração Z com a geração anterior, e continua influente até hoje.

Com as pessoas consideradas geração Z atingindo a maioridade, esse tema está cada vez mais em alta, afinal, mais representatividade eles vêm ganhando no mercado de trabalho e em instituições de ensino.

Contudo, é importante lembrar que existe um processo de alfabetização e ensino que ocorre antes da maioridade. O desafio não começa agora. Por isso, separamos algumas informações importantes – e curiosas – sobre o processo de educação dessa geração.

Ferramentas para aprender

Quando questionados sobre qual a melhor maneira de aprender um conteúdo, 59% dos participantes da geração Z informaram que a ferramenta preferida é o Youtube, seguida por atividades presenciais em grupo (57%).

A utilização de aplicativos e jogos de interação empatou com livros impressos, sendo ideal somente para 47% dos entrevistados. Em contrapartida, 60% dos millennials que responderam à pesquisa preferem os livros impressos.

Já que o Youtube lidera a indicações da geração Z, 55% dos participantes relataram que a plataforma contribuiu com sua educação, enquanto 47% deles passa mais de três horas por dia no site. Entre os millennials, essa porcentagem é de 40% e 22%, respectivamente.

Tecnologia para transformar a educação

Por serem de uma geração altamente conectada, seria esperado que os entrevistados da geração Z considerassem a tecnologia como fator de transformação da maneira dos alunos de graduação e pós-graduação aprenderem e estudarem no futuro.

Porém, eles são tão imersos nessa realidade que já não a enxergam como um fenômeno de transformação, mas algo comum e parte da vida. Assim, quando questionados sobre o tema, 66% dos millennials acreditam nessa possibilidade, versus 59% da geração Z.

Uso de dispositivos

Ao serem questionados sobre o uso de notebooks e smartphones no processo de aprendizagem, tanto as pessoas da geração Z quanto da anterior informam usar os dois dispositivos, sendo o millennials mais propensos ao notebook (55% contra 53% da geração Z) e a geração Z mais propensa aos smartphones (15% contra 14% da geração Y).

Contudo, 14% dos entrevistados da geração Z respondeu que o dispositivo utilizado é indiferente na hora de aprender, enquanto apenas 5% dos millennials concordam com essa afirmação.

Métodos de aprendizagem

Outro dado curioso sobre a geração Z é que eles concordam com os millennials sobre a importância dos professores para o desenvolvimento educacional. E eles superam a geração anterior ao preferirem atividades presenciais com colegas (57% versus 47%), ao preferirem anotar no papel em vez de digitalmente (55% versus 46%) e ao preferirem aprender com um professor passando as orientações (39% versus 25%).

A surpresa também fica por conta dos millennials preferirem assistir quantas aulas online forem possíveis (45% contra 26% da geração Z) e aprender com direcionamento próprio (36% contra 22% da nova geração).

No entanto, as duas gerações são propensas a tentarem resolver problemas sozinhos, com ajuda da internet, anotações ou amigos, antes de pedirem ajuda de um professor (cerca de 70%).

Muitas coisas diferem os millennials da geração Z, mas eles também se assemelham em muitos hábitos e comportamentos. E você, em qual geração se encaixa? Quais são seus costumes na hora de estudar e aprender? Comente!

Autor (a)

Marina Petrocelli
Mais de 12 anos se passaram desde minha primeira experiência com Comunicação Social. Meus primeiros anos profissionais foram dedicados às rotinas de redações com pouca ou nenhuma relevância digital. O jornalismo plural se resumia em apurar os fatos, redigir a matéria e garantir uma foto expressiva. O primeiro sinal de mudança veio com a proposta para mudar de realidade e experimentar um formato diferente de produzir. Daí pra frente, as particularidades do universo do marketing se tornaram permanentes. Ah! Também me formei em Direito (com inscrição na OAB e tudo). Mas nem tudo se resume às minhas habilidades profissionais. Como produtora de conteúdo, me interesso por boas histórias, de pessoas reais ou em séries, filmes e livros, especialmente distopias. Gosto de montar roteiros de viagens e reconhecer estrelas e constelações em um aplicativo no celular. Museus, música e arte no geral chamam minha atenção, assim como cultura pop.

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