Cronotipos: como aproveitar o MBA USP/Esalq a hora que quiser!

Você já ouviu alguém dizer que é uma pessoa mais noturna ou que funciona melhor de manhã? Isso tem a ver com cronotipos, a nossa predisposição natural de sentir picos de energia ou cansaço de acordo com a hora do dia.

Considerando que as aulas ao vivo do MBA USP/Esalq são no período da noite, temos algumas dicas para você conseguir aproveitar esse conteúdo em tempo real. (Mas não se preocupe: todas as aulas ficam gravadas e você pode conferir posteriormente, quando for mais adequado ao seu cronotipo).

Antes de mais nada, precisamos definir alguns conceitos. Vamos lá?

Cronotipos versus ritmo circadiano

Quando falamos em cronotipos, é comum que o termo ritmo circadiano apareça. Apesar de interligados, eles não são sinônimos. Para entender melhor, vamos pensar no ritmo circadiano como nosso relógio biológico, ou o período de, mais ou menos, 24 horas em que ocorrem, internamente, nossos processos biológicos, como metabolismo, sono e vigília.

O ritmo circadiano é influenciado pela iluminação ao longo do dia. Isso porque ele é regulado pelo núcleo supraquiasmático do cérebro, que recebe informações diretamente da nossa retina sobre as condições claras ou escuras do ambiente.

Assim, é possível sincronizar o organismo humano com as 24 horas do dia geográfico e controlar a liberação de melatonina (hormônio produzido quando não há estímulo luminoso), temperatura corporal e pressão sanguínea, por exemplo.

Esse assunto rendeu a três pesquisadores americanos o Nobel de Medicina em 2017

Os três cronotipos

Voltando a falar sobre cronotipos, você sabia que existem três classificações e que elas são, relativamente, bem simples? Confira:

  • Matutino ou diurno: neste caso, o pico de produção da melatonina ocorre antes da meia-noite. Assim, as pessoas desse cronotipo precisam se deitar mais cedo e são mais ativas no início do dia. Costumam dormir das 22h às 6h.
  • Vespertino ou noturno: aqui vemos o caso contrário. Neste grupo, o pico de produção da melatonina ocorre por volta das 6h da manhã. Por isso, são as pessoas que rendem melhor à noite e, consequentemente, acordam mais tarde. O sono costuma ser das 3h às 11h, assim, tendem a hábitos mais irregulares de sono, com descanso de baixa eficiência e dificuldades com alimentação.
  • Intermediário: nesta classificação, o pico de produção da melatonina fica por volta das 3h, com a noite de sono se estabelecendo entre meia-noite e 8h da manhã. É o grupo com maior flexibilidade de horário para realização das atividades do dia.

Cronobiologia

Para ajudar com os diferentes cronotipos, existe uma área de estudo chamada cronobiologia. O livro O poder do quando faz algumas recomendações e oferece algumas dicas sobre os melhores horários para cada atividade.

As indicações são voltadas para o cronotipo intermediário, já que ele representa a maior parte da população. Essas atividades são apenas sugestões e as rotinas de trabalho e estudos podem não ser compatíveis para a realização de todas elas, todos os dias. Mas vale saber para realizar o que for possível, certo?

Na parte da manhã…

  • 7h: Acordar
  • 7h15: Fazer sexo
  • 7h45: Tomar café da manhã
  • 8h: Praticar exercícios
  • 9h: Ir ao médico ou terapia
  • 10h: Planejar algo importante

Durante a tarde…

  • 12h: Praticar ioga
  • 12h30: Almoçar
  • 13h: Aprender algo novo
  • 14h: Tirar um cochilo
  • 15: Realizar reuniões de trabalho
  • 16h30: Tomar um lanche

De noite…

  • 18h30: Meditar
  • 19h: Praticar esportes
  • 19h30: Jantar
  • 20: Sair com amigos
  • 21:30: Tomar um banho morno
  • 22h30: Ler (por cerca de 20 minutos) e dormir

Agora que você já conhece um pouco mais sobre cronotipos, consegue identificar o seu? Qual o melhor horário para assistir sua aula do MBA USP/Esalq? Compartilhe com a gente!

Autor (a)

Marina Petrocelli
Mais de 12 anos se passaram desde minha primeira experiência com Comunicação Social. Meus primeiros anos profissionais foram dedicados às rotinas de redações com pouca ou nenhuma relevância digital. O jornalismo plural se resumia em apurar os fatos, redigir a matéria e garantir uma foto expressiva. O primeiro sinal de mudança veio com a proposta para mudar de realidade e experimentar um formato diferente de produzir. Daí pra frente, as particularidades do universo do marketing se tornaram permanentes. Ah! Também me formei em Direito (com inscrição na OAB e tudo). Mas nem tudo se resume às minhas habilidades profissionais. Como produtora de conteúdo, me interesso por boas histórias, de pessoas reais ou em séries, filmes e livros, especialmente distopias. Gosto de montar roteiros de viagens e reconhecer estrelas e constelações em um aplicativo no celular. Museus, música e arte no geral chamam minha atenção, assim como cultura pop.

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