Dicas de economia pessoal para tempos de crise

Os tempos de crise são muito comuns na história. Algumas vezes, os desafios são econômicos, outras vezes, na área da saúde. Às vezes eles englobam mais de uma área e assim seguimos, com as demandas de cada período exigindo decisões diferentes. Contudo, o que é comum em qualquer época são as dificuldades financeiras.

Não só as empresas são bastante prejudicadas, mas nossa economia pessoal também sai perdendo por diversos fatores. Em tempos de crise, muitos itens podem ter aumento de preço; podemos ficar mais ansiosos e compulsivos, descontando em compras; e alguns investimentos se tornam inevitáveis, como montar um escritório em casa, por exemplo.

As características políticas, econômicas e sociais do momento que vivemos desde 2020 pedem calma e tranquilidade, especialmente quando o assunto é uma vida financeira saudável. Quem explica tudo isso para a gente é Gustavo Silva, professor dos MBAs USP/Esalq.

Planejamento

Você já deve estar cansado de ouvir sobre a importância de ter um planejamento, mas a verdade é que ele é fundamental para garantir a tranquilidade que os tempos de crise exigem.

Quer um exemplo? Você já pensou que dívidas podem ser saudáveis? Silva explica que essas obrigações não precisam, necessariamente, ser encaradas de forma negativa se estiverem dentro do seu orçamento e previstas em um planejamento.

“Uma vida financeira saudável é aquela em que você tem tranquilidade porque sabe que suas contas estão sob controle e elas não tiram seu sono”, define.

Como economizar

Quando passamos por tempos de crise, é comum que os gastos aumentem. Os motivos são inúmeros e dependem dos hábitos de consumo de cada um. Demos alguns exemplos acima, mas outros podem fazer parte da sua realidade.

Então, para conseguir economizar mesmo com tantos desafios, Silva sugere a separação dos gastos em três categorias:

  • Gastos obrigatórios
  • Gastos importantes
  • Gastos extras

“Para os gastos obrigatórios e importantes, pensamos em otimização. Isso significa que continuamos gastando com aqueles itens, mas avaliamos as possibilidades de redução de valores. Já os gastos extras são aqueles que podem ser cortados”, comenta Silva.

Investimentos

A ideia de economizar em tempos de crise pode ser tanto para suprir as demandas com os gastos obrigatórios e importantes quanto para começar um investimento e se preparar para períodos financeiramente mais incertos.

Silva enfatiza que sempre é hora de investir. “As oportunidades estão na mesa e, em tempos de crise, a mesa está ainda mais cheia. O importante é ter clareza e alinhar o risco com o seu perfil de investidor.”

Quando pensamos que as coisas podem piorar e que vamos precisar resgatar esse dinheiro em um período muito curto, estamos falando de investimentos com liquidez. A liquidez e o risco assumido determinam seu potencial retorno.

Conheça mais sobre perfis de investidores e os pilares do investimento (risco, retorno e liquidez).

Para isso, o professor destaca que existem possibilidades de investimentos líquidos para todas as classes de risco (baixo, médio e alto), dependendo apenas do seu perfil de investidor. “Manter posições de alta liquidez, por exemplo, de até dois dias, é interessante em tempos de crise, justamente pela flexibilidade de resgate e volatilidade do risco, que pode mudar muito facilmente.”

Conhecimento

Mesmo com tudo isso, ainda é normal se sentir inseguro para investir em tempos de crise. Por isso, Silva orienta a busca por conhecimento. “Essa regra vale para todos os momentos, seja de crise ou de abundância. Por isso é preciso saber onde seu dinheiro está sendo investido. Lembre-se: o dinheiro não desaparece, ele apenas muda de mão”, incentiva.

“A qualquer momento é possível ganhar muito dinheiro ou perder muito dinheiro. Se você não conhece o produto, suas características e sua dinâmica, jamais invista”, aconselha.

Para concluir, a dica do professor é não dar um passo maior do que se pode, especialmente sem conhecer por onde está caminhando. “Se for possível, diversifique os investimentos e faça uma autoavaliação para entender seu perfil de risco e liquidez e seu objetivo financeiro”, completa Silva.

Como está sua vida financeira nesses últimos tempos de crise? Já investiu ou pretende investir nos próximos meses? Compartilhe suas ideias sobre o tema com a gente!

Autor (a)

Marina Petrocelli
Mais de 12 anos se passaram desde minha primeira experiência com Comunicação Social. Meus primeiros anos profissionais foram dedicados às rotinas de redações com pouca ou nenhuma relevância digital. O jornalismo plural se resumia em apurar os fatos, redigir a matéria e garantir uma foto expressiva. O primeiro sinal de mudança veio com a proposta para mudar de realidade e experimentar um formato diferente de produzir. Daí pra frente, as particularidades do universo do marketing se tornaram permanentes. Ah! Também me formei em Direito (com inscrição na OAB e tudo). Mas nem tudo se resume às minhas habilidades profissionais. Como produtora de conteúdo, me interesso por boas histórias, de pessoas reais ou em séries, filmes e livros, especialmente distopias. Gosto de montar roteiros de viagens e reconhecer estrelas e constelações em um aplicativo no celular. Museus, música e arte no geral chamam minha atenção, assim como cultura pop.

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