O Projeto Aristóteles e os times incríveis do Google

O que torna um time eficiente? Essa pergunta foi respondida pelo Projeto Aristóteles, uma iniciativa do Google com o objetivo de compreender melhor o trabalho em equipe.

Mesmo que a resposta tenha sido buscada por uma empresa de tecnologia, muitas organizações ao longo dos anos utilizaram os resultados para otimizar a performance das equipes, valorizar e engajar os profissionais e, consequentemente, atingir os objetivos estratégicos.

A execução do Projeto Aristóteles

O Projeto Aristóteles parte de um cenário em que o trabalho em conjunto é valorizado pelas possibilidades de inovação, identificação e correção mais rápida dos erros e melhores soluções para os desafios. Assim, para que uma companhia supere seus concorrentes ela precisa influenciar positivamente o trabalho das pessoas e, principalmente, o funcionamento em grupo.

A iniciativa veio para enterrar de vez a ideia de que o time perfeito seria composto pelas mentes mais brilhantes e passou a avaliar, durante alguns anos, os comportamentos dos colaboradores: quem almoça junto ou quais características são comuns aos melhores gestores.

E mesmo que essas informações pareçam desconexas em um primeiro momento, elas estão diretamente ligadas à produtividade da empresa.

Definição de time

Então, para fazer o Projeto Aristóteles funcionar, o primeiro passo foi definir o que significa “time”. Diferente dos grupos de trabalho, em que os profissionais têm menos interdependência entre suas funções, um time é codependente.

Juntos, os colaboradores de um time planejam o trabalho, resolvem problemas, tomam decisões e acompanham o progresso na direção de um objetivo comum. Cada um dos profissionais precisa de outro para colocar suas atividades em prática.

Como mensurar a eficiência?

Para seguir com a iniciativa, era preciso entender como a eficiência pode ser mensurada. E assim surgiu uma combinação de avaliações quantitativas e qualitativas, a partir de pesquisas de clima e bem-estar. Por fim, os critérios analisados foram:

  • Dinâmicas dos times (nos momentos de conflito, por exemplo);
  • Perfis de habilidades dentro do time (como na resolução de problemas);
  • Traços de personalidade;
  • Inteligência emocional dos membros.

A ideia era identificar como a produtividade era influenciada por comportamentos como encontros fora do horário de trabalho ou o agrupamento de pessoas mais introvertidas.

Resultados do Projeto Aristóteles

Depois de tudo isso (e mais um pouco), o Projeto Aristóteles resultou em características dos melhores times, que podem ser resumidas em cinco categorias:

  • Segurança psicológica: em um time incrível, as pessoas se sentem confortáveis para discordar, defender pontos de vistas, correr riscos em nome da equipe e tentar convencer os demais. Os profissionais não têm medo de serem vistos como ignorantes, incompetentes, negativos ou chatos. Eles também estão à vontade para admitir erros, fazer perguntas e compartilhar opiniões.
  • Confiabilidade: existe muita confiança na equipe. Os colaboradores acreditam que os colegas vão cumprir com suas funções a tempo e com qualidade desejada e definida.
  • Estrutura e clareza: todos os membros têm clareza de suas atribuições e das contribuições e processos que são esperados. Aqui, as metas têm bastante influência.
  • Significado: é importante ter propósito. Tanto individual quanto coletivamente, o senso de significado faz a diferença em um time incrível.
  • Impacto: entender a relevância e importância do trabalho realizado, tanto no âmbito individual quanto no coletivo.

Com isso, mais do que reunir mentes brilhantes, é necessário que o time compreenda e se adeque às normas da equipe, que são os padrões de comportamento (expressos ou não) que direcionam a intenção dos profissionais.

Quais as conclusões?

Muito além de benefícios e um bom salário (que, obviamente, são muito importantes e grandes motivadores), um time incrível precisa de mais. O Projeto Aristóteles mostrou a importância de profissionais confortáveis entre si e capazes de interagir com tranquilidade e empatia. Por isso ele segue relevante na orientação da formação de equipes de alta performance.

O que achou do Projeto Aristóteles? Já conhecia? Comente!

Autor (a)

Marina Petrocelli
Mais de 12 anos se passaram desde minha primeira experiência com Comunicação Social. Meus primeiros anos profissionais foram dedicados às rotinas de redações com pouca ou nenhuma relevância digital. O jornalismo plural se resumia em apurar os fatos, redigir a matéria e garantir uma foto expressiva. O primeiro sinal de mudança veio com a proposta para mudar de realidade e experimentar um formato diferente de produzir. Daí pra frente, as particularidades do universo do marketing se tornaram permanentes. Ah! Também me formei em Direito (com inscrição na OAB e tudo). Mas nem tudo se resume às minhas habilidades profissionais. Como produtora de conteúdo, me interesso por boas histórias, de pessoas reais ou em séries, filmes e livros, especialmente distopias. Gosto de montar roteiros de viagens e reconhecer estrelas e constelações em um aplicativo no celular. Museus, música e arte no geral chamam minha atenção, assim como cultura pop.

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