Por que acompanhar o crescimento do social commerce

Ficou cada vez mais difícil desligar a jornada de compras das redes sociais, uma vez que as pessoas estão aumentando seu tempo por lá. Por isso, as marcas começaram a entender que estar presente nesses canais não é uma necessidade, mas sim uma ordem para fazer parte do chamado social commerce. 

Essa estratégia de negócio elevou a importância de se construir relacionamentos relevantes com os clientes – e rever pontos da experiência de compra, que a cada dia deve ser a mais inovadora e inesquecível.

O consumidor já sabe que é o centro de campanhas, portanto, suas vontades e necessidade precisam ser levadas em conta pelas marcas. A base dessa relação está justamente nesse ponto. Quando uma marca não se comunica bem com o seu público, e nem procura entender o que se passa com ele, ela não se garante no mercado.

Por isso o social commerce é peça fundamental para melhorar não somente aspectos das vendas, mas também o relacionamento com o público.

Mas como funciona?

A situação é simples: alguém precisa comprar algo, mas não conhece muito bem os detalhes sobre esse produto, por isso acaba usando a internet para procurar por informações, ver avaliações, quais lojas têm o produto e se são boas vendedoras de acordo com classificação de outros usuários.

Esse resumo é social commerce pois, basicamente, faz associação da loja virtual às mídias sociais para permitir que os usuários interajam com o que é oferecido e classifiquem a qualidade dos produtos e atendimento.

Quando uma oferta é compartilhada, a marca ganha visibilidade e se propaga gratuitamente, como se fosse o marketing boca a boca, mas praticado por meio de curtidas, comentários e interações em comunidades virtuais.

Outra forma de usar o social commerce é pelas vendas nas próprias redes sociais, como as lojas virtuais presentes no Instagram, que tagueiam preços e levam para o site de compra automaticamente a partir da imagem, sem necessidade de acessar o famoso link da bio.

Mas não para por aí. É interessante buscar, também, a interação do e-commerce com outras plataformas sociais, como Pinterest, Twitter e até fóruns de discussão ou sites de reclamação — conteúdos mais acessados antes do consumidor finalizar suas compras.

Para adotar o quanto antes

Quem acompanhou o movimento de comércio virtual nos últimos meses sabe que, apesar da onda de comprar online estar diminuindo por conta da reabertura do comércio presencial, vai ser importante manter resultados melhores que os vistos antes da pandemia.

Portanto, essa é a hora de avaliar estratégias, entender a influência das redes sociais na decisão de compra do público e iniciar o trabalho de social commerce. Isso acontece primeiro nas equipes de atendimento e de vendas, que deverão estar alinhadas com todas as ações do marketing.

Abaixo você confere outros pontos para pensar antes de adotar o social commerce:

Preparo do site

Ele precisa ser remodelado para atender a integração com redes sociais. Para isso, é preciso adicionar plugins que permitam o compartilhamento de conteúdos, a classificação dos produtos e comentários com feedbacks dos clientes.

Comunicação em redes sociais

Ter um canal de comunicação em todas as mídias que o público-alvo acessa é mais uma forma de se mostrar presente. Plataformas do Facebook são as mais comuns, mas, dependendo da qualidade de uma estratégia, ela vai funcionar em qualquer rede.

Reputação

Uma marca sem boa reputação perde seu espaço nas redes, ainda que invista em ações de qualidade. Entregar o que se promete e monitorar o que é falado sobre a marca nas redes sociais, sites de comparação e de avaliação ajuda a entender o que falta e o que pode melhorar. Na presença de reclamações, cada uma deve ser tratada com cautela e respondida para não influenciar a decisão futura de outros compradores.

Falando em melhorias

Uma boa forma de acompanhar o mercado e as atualizações do comércio social para aplicar melhorias em uma marca é descobrir o que as concorrentes andam adotando nesse sentido. E mais do que se igualar à concorrência, uma marca deve acrescentar diferenciais que a tornem mais ousada e interessante, influenciando no crescimento do negócio e no relacionamento com o público. 

Mas é só isso?

Com o lançamento da função de pagamentos via link do WhatsApp no Brasil, a busca por negócios baseados em social sofrerá mais uma onda de reformulação e crescimento.

A popularização deste tipo de comércio deve alavancar também a consolidação de vídeos curtos como principal formato de divulgação de produtos nas redes sociais. De acordo com pesquisa da Breadnbeyond, 72% dos consumidores preferem aprender mais sobre um produto assistindo a um vídeo e, em pesquisa da Marketing Land, 62% das pessoas se interessam mais por um produto ao ver um vídeo da marca publicado em seus stories.

Se as surpresas de 2020 geraram novas formas de consumo e uma inevitável reorganização do comércio, vale apostar que, daqui para frente, as tendências digitais deixarão de ser de longo prazo e passarão a ser de curto ou curto-curto prazo. Por isso, começar o social commerce é somente uma forma de estar pronto para o que vem por aí.

Você aposta em outras tendências para o social commerce? Não deixe de compartilhar aqui nos comentários.

Autor (a)

Ana Rízia Caldeira
Boa ouvinte, aprecio demais os momentos em que posso ver o mundo e conhecer as coisas pelas palavras das outras pessoas. Não por menos, entrei para o jornalismo. E além de trazer conteúdos para o Next, utilizo minhas habilidades de apuração e escuta para flertar com a mini carreira de apresentadora nos stories do MBA USP/Esalq, no quadro Você no Camarim. Quando não estou me ocupando em ser a garota dos textos e do Instagram, gosto de usar meu tempo para devorar livros, acompanhar algum bom filme, enfeitar minha casa com tapetes de crochê, desenhar flores e abusar dos meus dotes na cozinha.

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