Lifelong learning: a educação como um processo contínuo

Um dos principais desafios de viver em uma sociedade cada vez mais tecnológica e integrada é se adaptar às mudanças ao mesmo tempo que se está atento ao grande e acelerado fluxo de informações que recebemos. Por isso, o lifelong learning é um processo importante e contínuo de entender a educação e a formação.

Esse conceito encara o aprendizado como uma atividade além dos limites dos sistemas escolares formais (da educação básica à pós-graduação). No lifelong learning, adquirir conhecimento e habilidades é um processo que ocorre ao longo da vida.

Quem procura por uma tradução para o português, lifelong learning pode significar aprendizagem contínua. E se refere não só a um modo de pensar a educação no século XXI, mas também ao ambiente corporativo, funcionando como uma estratégia de formação profissional.

Quer saber mais sobre esse processo e como adotá-lo para sua vida? Acompanhe com a gente!

Um pouco de história

O termo lifelong learning surgiu na década de 1970, mas ganhou mais destaque durante os anos 1990 com o conceito de educação que ultrapassa os limites das instituições e quaisquer barreiras de idade ou nível social.

Contudo, foi a partir de um relatório da Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI da Unesco, de 2010, que o termo foi ganhando mais popularidade.

Esse processo estimula o desenvolvimento pessoal e profissional de maneira voluntária, proativa e permanente, a partir de experiências de aprendizagem. E isso já está sendo valorizado em empresas com cultura organizacional focada na utilização do lifelong learning para aperfeiçoamento e desenvolvimento de colaboradores.

A justificativa você já sabe: em um mercado de trabalho tão competitivo e com tanta oferta de profissionais, já não é mais suficiente dominar apenas uma técnica para uma função. O processo de formação contínua fortalece outras habilidades que auxiliam nos desafios mais complexos dos ambientes corporativos.

Tem mais informações sobre os profissionais que as empresas buscam aqui!

4 pilares

Para você se familiarizar melhor com o lifelong learning, que tal conferir os quatro pilares da educação que ajudam a sustentar esse conceito?

  • Aprender a conhecer: parece um pouco redundante, mas encontrar a melhor forma de compreender, construir e reconstruir o conhecimento é uma necessidade. Como esse processo pode ser prazeroso para você? Se o objetivo da aprendizagem contínua é, também, motivar o senso crítico e a capacidade de reflexão e posicionamento diante de conflitos, então é preciso instigar a curiosidade e a atenção e desenvolver a autonomia para dominar diferentes linguagens. Esse pilar também é sobre aprender a pensar e não apenas reproduzir pensamentos.
  • Aprender a fazer: desempenhar uma função deixou de ser um diferencial dos profissionais, que agora precisam de capacidade social e emocional para enfrentar os desafios do mercado de trabalho. Um cenário de home office, por exemplo, com trabalho em equipe de forma remota, pode ser uma oportunidade de avaliar as propensões dos colaboradores de se adaptarem.
  • Aprender a conviver: uma das habilidades adquiridas ao longo da vida é a capacidade de compreender o outro e estabelecer vínculos sociais para gerenciar os conflitos. Participação em projetos comuns, cooperação e soma de conhecimentos individuais em benefício da coletividade permite a troca de experiências, atividade mencionada acima como muito importante para o lifelong learning e para qualquer ambiente de trabalho.
  • Aprender a ser: a forma como você age com relação à sua capacidade de aprender com cada experiência determina o tipo de pessoa que você está se tornando. Autonomia, discernimento e responsabilidade são alguns termos que podem orientar a formação contínua de quem você é. O processo de aprendizagem deve desenvolver potencialidades das pessoas, como sensibilidade, memória, lógica, ética, criatividade, iniciativa e aptidão para comunicação.

Uma curiosidade: esses pilares são tão completos que também podem ser adaptados para outros ramos da educação ou setores mais específicos. A educação inclusiva é um exemplo.

Vantagens

Voltando ao início da nossa conversa, os avanços tecnológicos permitem que o lifelong learning seja mais acessível e proporcionam a divulgação do conhecimento de forma mais rápida e simples. O ensino, antes restrito a ambientes formais, está cada vez mais presente em novos espaços, por meio do e-learning, ou aprendizagem eletrônica, inclusive em ambientes móveis, como os celulares.

Novos formatos de cursos e aulas estão surgindo a cada dia, possibilitando que o seu processo de educação não pare. Com a recente pandemia do coronavírus (Covid-19), por exemplo, a sociedade viu surgirem processos mais autônomos de aprendizagem, baseados em aulas 100% digitais, que preservam o distanciamento social, de temas como atividades físicas, idiomas, corte e costura e artesanato, música entre outros.

Tudo isso sem contar nas já existentes plataformas de cursos rápidos e cursos de pós-graduação EAD, como é o caso dos MBAs USP/Esalq.

Esse formato online de transmitir conhecimento tem inúmeras vantagens, como a possibilidade de gestão de tempo e tarefas, adequando sua rotina e ritmo de trabalho e outras demandas pessoais à disponibilidade de assistir às aulas.

Se quiser saber mais sobre cursos EAD, temos um material completo sobre o assunto aqui.

Gostou de saber mais sobre o lifelong learning? Que tal compartilhar esse conteúdo com as pessoas que você conhece e que também querem manter a constância da aprendizagem contínua?

Autor (a)

Marina Petrocelli
Mais de 12 anos se passaram desde minha primeira experiência com Comunicação Social. Meus primeiros anos profissionais foram dedicados às rotinas de redações com pouca ou nenhuma relevância digital. O jornalismo plural se resumia em apurar os fatos, redigir a matéria e garantir uma foto expressiva. O primeiro sinal de mudança veio com a proposta para mudar de realidade e experimentar um formato diferente de produzir. Daí pra frente, as particularidades do universo do marketing se tornaram permanentes. Ah! Também me formei em Direito (com inscrição na OAB e tudo). Mas nem tudo se resume às minhas habilidades profissionais. Como produtora de conteúdo, me interesso por boas histórias, de pessoas reais ou em séries, filmes e livros, especialmente distopias. Gosto de montar roteiros de viagens e reconhecer estrelas e constelações em um aplicativo no celular. Museus, música e arte no geral chamam minha atenção, assim como cultura pop.

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