Como aplicar a teoria dos jogos no trabalho

Você provavelmente já conhece a teoria dos jogos, mesmo que não seja com esse nome. Isso porque o conceito tem como base alguns comportamentos humanos que envolvem correr atrás do sucesso e interações estratégicas para atingir os resultados esperados.

As situações para que isso ocorra podem ser desde uma competição clara, como um esporte ou uma corrida, até a apresentação de um plano para solicitar à diretoria de uma empresa a contratação de mais três funcionários, por exemplo.

Quando as pessoas têm medo de perder algo valioso, elas podem acabar deixando de lado o pensamento racional para agir de forma mais impulsiva e baseada em emoções – geralmente, naquele medo de perder. Assim, algumas jogadas – ou ações – podem ser decisões ruins, pouco avaliadas, já que o objetivo seria não perder, em vez de colocar o cérebro para focar em ganhar.

Por isso, mesmo que você ache que não tem a melhor ação ou que os cenários (externos e internos) não estão favoráveis para sua empresa, a teoria dos jogos pode representar uma reviravolta.

Ganhar é relativo

Para começo de conversa, é importante dizer que o conceito de ganhar é diferente para cada pessoa ou empresa e varia conforme metas e objetivos. A forma como você o define afeta a maneira como você se insere em uma competição – ou concorrência – e o jeito como você imagina que seu oponente te enxerga afeta seus resultados.

Então, tanto as suas motivações quanto a forma como você enxerga a motivação dos seus adversários faz a diferença no seu desempenho geral. A primeira dica é entender se você quer ganhar ou apenas não perder.

Encontre sua motivação

De maneira técnica, quais são suas motivações no trabalho? O comum é que as pessoas se dividam em duas categorias: aquelas que focam mais em promoção e quem se concentra em prevenção.

A personalidade de quem está focado em promover trabalha com metas para atingir o sucesso, se concentra nas recompensas, assume riscos e pode acabar se preparando menos para cenários de imprevisibilidade.

Já quem tem mais tendência a prever pode encarar as metas como responsabilidades a serem gerenciadas, identificar e criar estratégias para evitar riscos e se concentrar em manter o que já conquistou. Isso pode levar a um cenário de solução de problemas e análises mais profundas, mesmo que com processos mais lentos.

Não existe uma personalidade que vai ter mais sucesso do que a outra. O importante é encontrar onde sua motivação se encaixa para que as estratégias se alinhem com o foco principal.

A teoria dos jogos é sobre, também, encontrar aliados e mentores a partir do seu padrão. Não se esqueça que tudo isso demanda algumas doses de autoconhecimento e inteligência emocional.

Jogue para ganhar

O conceito apresentado pela teoria dos jogos está ligado à tomada de decisões e entendimento do adversário para montar uma estratégia baseada na lógica. Afinal, é possível que o seu ganho seja equivalente à perda do seu concorrente. E aí seria um jogo de soma zero. E esse não é o objetivo, né?

Especialmente no ambiente corporativo, esses jogos de soma zero podem gerar brigas. Por exemplo, se você solicita orçamento para ampliar sua equipe e a diretoria da empresa tira investimento se outro setor para que isso aconteça, algumas conversas mais difíceis podem surgir.

Mas com uma boa estratégia definida, é possível encarar essas situações sem precisar “passar por cima” de ninguém nem desistir dos seus objetivos somente para manter a paz.

Essa é a essência da teoria dos jogos: avaliar todas as opções disponíveis com um olhar preciso e justo. E um dos maiores desafios é deixar a parcialidade de lado para olhar o todo.

Olhe para o seu time

Muitas vezes, jogar para vencer significa trabalho em equipe. Por isso podemos apoiar a teoria dos jogos em três pilares principais:

  • Negociação: apresentando as situações de forma transparente e com argumentos lógicos;
  • Cooperação: compartilhando objetivos e definindo a melhor estratégia parcialmente;
  • Estratégia: comparando necessidades de maneira justa.

Gostou de conhecer um pouco mais sobre a teoria dos jogos? Compartilhe com seus colegas para deixar o ambiente de trabalho ainda mais eficiente!

Autor (a)

Marina Petrocelli
Mais de 12 anos se passaram desde minha primeira experiência com Comunicação Social. Meus primeiros anos profissionais foram dedicados às rotinas de redações com pouca ou nenhuma relevância digital. O jornalismo plural se resumia em apurar os fatos, redigir a matéria e garantir uma foto expressiva. O primeiro sinal de mudança veio com a proposta para mudar de realidade e experimentar um formato diferente de produzir. Daí pra frente, as particularidades do universo do marketing se tornaram permanentes. Ah! Também me formei em Direito (com inscrição na OAB e tudo). Mas nem tudo se resume às minhas habilidades profissionais. Como produtora de conteúdo, me interesso por boas histórias, de pessoas reais ou em séries, filmes e livros, especialmente distopias. Gosto de montar roteiros de viagens e reconhecer estrelas e constelações em um aplicativo no celular. Museus, música e arte no geral chamam minha atenção, assim como cultura pop.

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