Dicas infalíveis para inserir hobbies no currículo

Os processos de seleção e recrutamento estão em constante mudança e a principal tendência do mercado de trabalho é conhecer as atividades realizadas fora do ambiente e perfil corporativo. Mas inserir os hobbies no currículo e entrevistas ainda é um grande desafio para os profissionais.

As etapas básicas da criação de um currículo normalmente não incluem a especificação dos hobbies. Elas são focadas mais nas habilidades técnicas do profissional do que nos interesses pessoais e sociais.

Contudo, os hobbies são responsáveis por desenvolver nossas soft skills, as habilidades transversais que complementam a parte técnica e estão cada vez mais no radar de empresas e recrutadores. Elas incluem competências sociais e emocionais, por exemplo.

Então, por que não inserir nossos hobbies no currículo? O Blog Next preparou algumas dicas para te ajudar a colocar os passatempos no papel de forma eficiente.

Avalie a necessidade

Antes de aprender como colocar seus interesses pessoais no currículo, é preciso avaliar se isso é realmente necessário. Mesmo com o cenário atual, algumas empresas ainda são mais fechadas e tradicionais durante o processo de seleção. A sugestão é analisar cada caso e, conforme a vaga, optar ou não pela inserção dos hobbies nesta primeira fase.

Outro ponto importante para considerar é a relevância das atividades. Alguns hobbies podem ser amplos ou genéricos demais, como viajar ou ler, e podem dar a impressão de que você está somente preenchendo espaço.

Confira algumas vantagens e desvantagens de ter seus hobbies no currículo.

  • Vantagens: as informações de passatempos podem se tornar temas de conversas em entrevistas e facilitar a aproximação e identificação com o recrutador, além de darem indícios sobre algumas de suas soft skills.
  • Desvantagens: os interesses pessoais podem não ter a ver com o trabalho. Se não for para ajudar sua candidatura é melhor dar prioridade para outras informações mais relevantes para a vaga.

Insira uma nova seção

Depois da etapa de avaliação, se a conclusão for positiva, é hora de colocar os hobbies no currículo. A melhor maneira é criar uma seção específica para eles, que pode ser chamada de “Interesses Pessoais” ou “Hobbies e Interesses”.

Para preenchê-la, é necessária uma dose de autoanálise. Saiba mais sobre inteligência emocional e como utilizá-la na resolução de problemas. Lembre-se que seu currículo deve ser dinâmico e adaptável ao cargo, além de compatível com sua experiência profissional.

Uma boa lista de hobbies e interesses no fim da página pode ser uma boa ideia de como encerrar seu currículo e impressionar o recrutador.

Seja direto e objetivo

As orientações para formatação de currículo não devem ser desprezadas na seção de interesses pessoais. Ela deve seguir características básicas como ser sucinta e minimalista, sem layout ou design fora do padrão do documento.

Mas como colocar algo tão subjetivo quanto hobbies em um documento que requer tanta objetividade como o currículo? A resposta mais certeira é: com passatempos substanciais, relatados de forma profissional, curta e relevante, que conquistem o recrutador e façam você ser selecionado para a próxima fase.

O posicionamento dos hobbies no currículo pode caracterizar profissionais entusiastas e envolvidos. Por isso, é interessante eleger interesses que te promovam ativamente e reflitam, em poucas palavras ou tópicos, suas habilidades transversais.

Faça associações

A seção de interesses pessoais deve estar alinhada com as demais partes do currículo para que os hobbies não fiquem “jogados” e fora de contexto.

É interessante destacar, por exemplo, gerenciamento de equipes de esporte, atividades educacionais, trabalhos voluntários, conquistas e tópicos que você gosta de estudar ou são parte da sua vida de alguma forma, como artes, animais, jogos, investimentos, meditação e outros.

Não se esqueça de escolher passatempos genuínos, que definam sua personalidade, sem contar toda a história, mas despertando o interesse do recrutador para saber mais sobre você na próxima etapa do processo.

Vai colocar seus hobbies no currículo? Então saiba mais sobre soft skills e as habilidades mais procuradas pelas empresas!

Autor (a)

Marina Petrocelli
Mais de 12 anos se passaram desde minha primeira experiência com Comunicação Social. Meus primeiros anos profissionais foram dedicados às rotinas de redações com pouca ou nenhuma relevância digital. O jornalismo plural se resumia em apurar os fatos, redigir a matéria e garantir uma foto expressiva. O primeiro sinal de mudança veio com a proposta para mudar de realidade e experimentar um formato diferente de produzir. Daí pra frente, as particularidades do universo do marketing se tornaram permanentes. Ah! Também me formei em Direito (com inscrição na OAB e tudo). Mas nem tudo se resume às minhas habilidades profissionais. Como produtora de conteúdo, me interesso por boas histórias, de pessoas reais ou em séries, filmes e livros, especialmente distopias. Gosto de montar roteiros de viagens e reconhecer estrelas e constelações em um aplicativo no celular. Museus, música e arte no geral chamam minha atenção, assim como cultura pop.

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