Incentivo para mudar: você realmente tem?

Transições, início e fim de ciclos são coisas que acontecem com todo mundo, sem exceção. Mudanças são planejadas para todos os aspectos da vida, desde alimentação até a carreira. Entretanto, quase sempre é difícil encontrar incentivo para mudar.

Quando se trata da vida pessoal e profissional, somos bastante apegados a transições, mas somente quando elas estão alinhadas a recomeços. Já viu aquela promessa de mudança para janeiro? Uma dieta que começa bem na segunda-feira? O costume é sempre deixar a grande transformação para uma data marcante.

Antes de tentar alguma mudança, vale pensar nos impactos que ela trará. Por exemplo, a troca de visual. Isso vai demandar tempo, pesquisa e dinheiro. Daí se torna importante fazer perguntas como “isso vai me fazer bem?”, “o quanto vai pesar no meu emocional”, “e no meu financeiro?”, “o que eu quero com essa atitude?”.

Lembrando, são perguntas importantes para qualquer atitude impactante, tanto na vida pessoal quanto profissional. Mesmo com a nossa liberdade de escolha, o incentivo para mudar deve ser acompanhado de plena consciência sobre quais objetivos se deseja alcançar.

Para se sentir confiante e mudar (em qualquer área da vida e época do ano), aqui vão algumas dicas.

Avalie, antes de tudo

Em alguns momentos temos experiências que servem como incentivo para mudar. É como um empurrão invisível dizendo “vá!”. Por outro lado, podemos estar insatisfeitos e desejar uma mudança instantânea, mesmo sem saber por onde começar.

Para qualquer caso, é sempre bom refletir sobre as escolhas, preferências pessoais e objetivo final antes de tomar uma atitude. Isso ajudará a definir mais tarde quais passos são necessários para chegar à mudança planejada.

Outra coisa boa a se fazer é buscar por inspiração, mas nunca pensando que a grama do vizinho é a mais verde. Essa atitude é capaz de gerar frustração e até mesmo ansiedade, uma vez que ao se basear nas aparências da vida do outro não somos capazes de enxergar e separar o que é real do que é “maquiado”.

O ideal é mudar quando uma situação já não traz mais satisfação, mas sempre se preocupando com as possibilidades que promovam desenvolvimento a longo prazo – e não prazeres de momentos.

Comece aos poucos

Transições são mais eficientes quando realizadas gradualmente. Mas o grande erro das pessoas é marcar uma data para isso e não se planejar. Nesse caso, elas continuam fazendo tudo da mesma forma e quando chega o momento preferem se entregar à sorte, para ver no que vai dar.

Está aí um dos motivos para tantas frustrações. É interessante estudar possibilidades, passos e até mesmo entender quais serão os obstáculos no caminho da mudança, mesmo que seja difícil saber o que pode acontecer e quando.

A preparação é essencial para estar… preparado! Se for o caso da mudança de carreira, por exemplo, ela vai ajudar a lidar com consequências financeiras entre uma ruptura contratual até o início em uma nova colocação. Caminhar aos poucos é sinônimo de preparação e reforço no incentivo para mudar.  

Se abra, caso precise de apoio

O emocional é o ponto mais afetado quando o assunto são mudanças. Conversar com outras pessoas é indicado para quem quer dividir as emoções que se acumulam e ainda obter outro ponto de vista ou uma segunda opinião.

Apesar de a decisão e o incentivo para mudar serem algo bastante pessoal, um bom apoio faz toda a diferença na hora de enxergar as possibilidades. Pense em alguém que possa te levar para cima com um bom conselho. É legal que ela tenha passado por experiências parecidas, inclusive.

Entender por que está passando pela mudança também auxilia na forma como se passa a mensagem para o interlocutor. As conversas podem ser esclarecedoras para todas as partes e ajudam a mostrar pontos de vista que ainda não tinham sido levantados.

Faça, mas sabendo da realidade

Planejamento é uma exigência para que qualquer mudança tenha o mínimo de condições favoráveis. É compreensível que algumas pessoas gostem de agir pelo impulso e pela emoção de transformações rápidas, mas nem tudo pode ser assim.

Voltando ao exemplo da carreira, basta pensar: se eu abandonar meu cargo hoje, tenho como garantir o meu balanço financeiro amanhã? Ou no exemplo de uma dieta: eu realmente entendi meus hábitos a ponto de sustentar essa mudança alimentar?

Seja qual for o motivo, depois de avaliar, pesquisar e preparar-se, a decisão estará mais clara. Na etapa de execução, devemos ser nosso próprio agente da mudança e criar possibilidades para conseguir atingir cada um dos objetivos vistos nos tópicos anteriores. Daí para frente, basta coragem para fazer o que se propôs.

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Autor (a)

Ana Rízia Caldeira
Boa ouvinte, aprecio demais os momentos em que posso ver o mundo e conhecer as coisas pelas palavras das outras pessoas. Não por menos, entrei para o jornalismo. E além de trazer conteúdos para o Next, utilizo minhas habilidades de apuração e escuta para flertar com a mini carreira de apresentadora nos stories do MBA USP/Esalq, no quadro Você no Camarim. Quando não estou me ocupando em ser a garota dos textos e do Instagram, gosto de usar meu tempo para devorar livros, acompanhar algum bom filme, enfeitar minha casa com tapetes de crochê, desenhar flores e abusar dos meus dotes na cozinha.

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