Influenciadores digitais: preciso de um para destacar o meu negócio?

Se você está presente nas principais redes sociais do momento, dificilmente não conhece o termo digital influencer. Isso porque é nelas que eles desempenham um papel cobiçado pelas marcas: a aproximação com o cliente. É também por meio dos influenciadores digitais que as empresas podem entender o comportamento do seu público.

Entretanto, polêmicas e controvérsias tendem a rolar nesse mercado. Muitas pessoas atuando no segmento, entrega da verdade e fidelidade ao conteúdo compartilhado levantam duas questões: Preciso me associar a um influenciador digital para ter destaques nas redes? Esse mercado está ficando saturado?

Para o professor do MBA em Marketing USP/Esalq, Marcelo Vitor Teixeira, é importante lembrar que o consumidor tem adquirido conhecimento sobre produtos e serviços, mas também sempre busca recomendações de amigos ou pessoas próximas para afirmar suas escolhas de compra.

“Mesmo assim, não podemos dizer que o mercado de influenciadores digitais está saturado, pois eles têm atuação muito específica e relevante. Dentro do orçamento, eles podem ser uma das estratégias do planejamento de marketing de uma marca”, explica.

Sociedade dos influenciadores digitais

Ainda que muitos pensem dessa forma, não é correto dizer que se associar a influenciadores digitais é garantia de destaque nas redes sociais. Isso vai depender de muitos fatores.

Teixeira conta que, antes de tudo, é preciso pensar nos custos envolvidos e principalmente nos três atributos necessários para a contratação de um influenciador: audiência, repercussão e relevância.

Ao se preparar para ligar a marca a um perfil grande, vale a pena segmentar primeiramente as características dos clientes, isso ainda na construção da persona. Depois a “curadoria” do influenciador deve estudar o tamanho do público que segue o perfil, quais resultados ele levanta com seus conteúdos e se realmente faz sentido com o negócio da marca.

Outros cuidados devem ser previstos, como os impactos de ter um influenciador falando em nome da marca. “Deve-se ter em mente que os discursos utilizados pelo influenciador são incorporados no branding e passam a representar a marca”, observa o professor.

Ao alinhar estratégias, narrativas e expectativas, pode-se esperar como resultado da parceria um fortalecimento da imagem que a marca possui junto ao mercado e determinados públicos. “Tem tudo pra dar certo, pois o consumidor digital gosta de estar inserido na economia do compartilhamento de recomendações”, acrescenta Teixeira.

A volta dos creators

Ganhando novamente notoriedade, os creators estão assumindo no marketing um papel antes dominado apenas pelos influenciadores digitais. Em questão de linha do tempo, esse tipo de influenciador surgiu antes mesmo dos personagens que temos nas redes sociais.

Nos primórdios do YouTube eles se caracterizavam como pessoas que espontaneamente criavam conteúdos (daí o termo creator). Essas produções viralizaram conforme a relevância que tinham junto aos públicos. Por atraírem seguidores, entraram na política de remuneração praticada pela plataforma.

Já os influencers não necessariamente criam conteúdos nos moldes dos creators, mas influenciam a partir dos atributos audiência-repercussão-relevância. “Em função da agressividade mercadológica, os influencers estão hoje mais associados a vendas e marketing, o que acaba desqualificando algumas ações para alguns públicos mais específicos”, comenta Teixeira.

Cientes de que os influencers são pagos para “falarem bem” das marcas, alguns consumidores desistem de experimentar um produto ou serviço, tirando a espontaneidade esperada em uma sociedade com influenciadores digitais.

Criando um influencer

Se a intenção ainda é ter um ou mais influenciadores digitais representando a marca, mas o orçamento para isso é apertado, vale a pena criar esse profissional do zero. Apesar de levar mais tempo, a alternativa é a melhor em termos de custo-benefício.

Utilizando ferramentas de monitoramento, as marcas podem acompanhar comportamentos e hábitos de seus consumidores, identificando aqueles que podem influenciar outros.

“Não podemos esquecer que o consumidor tem adquirido conhecimento sobre produtos e serviços e tem buscado recomendações dos próprios amigos e integrantes de seus grupos. Isso é o ponto de partida para encontrar quem pode representar a marca”, ressalta o professor.

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Autor (a)

Ana Rízia Caldeira
Boa ouvinte, aprecio demais os momentos em que posso ver o mundo e conhecer as coisas pelas palavras das outras pessoas. Não por menos, entrei para o jornalismo. E além de trazer conteúdos para o Next, utilizo minhas habilidades de apuração e escuta para flertar com a mini carreira de apresentadora nos stories do MBA USP/Esalq, no quadro Você no Camarim. Quando não estou me ocupando em ser a garota dos textos e do Instagram, gosto de usar meu tempo para devorar livros, acompanhar algum bom filme, enfeitar minha casa com tapetes de crochê, desenhar flores e abusar dos meus dotes na cozinha.

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