5 práticas que podem destruir startups

Ótimas ideias e boas intenções às vezes não são suficientes para garantir o sucesso de um novo negócio. É possível que o percurso esbarre em algumas práticas que podem destruir startups, mesmo aquelas com princípios e propósitos inovadores.

A meta de toda startup é ser classificada como unicórnio. Essa definição nasceu em 2013 e identifica os negócios avaliados em 1 bilhão de dólares antes de abrir seu capital em bolsas de valores. Ou seja, antes de realizar a IPO (Initial Public Offering – em português “Oferta Pública Inicial”) e começar a vender ações para o público.

A complexidade em atingir esse objetivo fica explícita na relação estabelecida na dificuldade de encontrar um unicórnio, um ser mitológico com características fantásticas. 

Atualmente, Uber, Nubank e Airbnb fazem parte da seleta lista de startups unicórnio. Nomes como Google e Facebook foram considerados “superunicórnios” de suas épocas, mas hoje não entram no ranking uma vez que já fizeram suas IPOs.

Para se tornar um unicórnio é preciso evitar práticas que podem destruir startups. O Blog Next separou cinco falhas para você ficar de olho e se esquivar.

Ausência de necessidade

O primeiro erro comum às startups que não sobrevivem no mercado é a entrega de um produto que não é necessário a esse mercado. Claro que ser inovador é importante, mas é preciso despertar o interesse de quem vai realmente comprar do seu negócio.

Ao detectar a falta de necessidade do seu produto no mercado, considere adaptá-lo. No entanto, avalie se o processo vale a pena, especialmente com relação a custos e riscos. Ter o produto certo no momento certo pode transformar simples ideias em startups unicórnios.

Falta de dinheiro

Planejamento financeiro é a chave para impedir práticas que podem destruir startups. É essa programação que define, por exemplo, as possibilidades de readaptação do produto ou investimentos. Você não quer ficar sem dinheiro antes mesmo de começar a ter lucro.

Um erro comum na área financeira é, justamente, confundir lucro com fluxo de caixa (registro de entradas e saídas dos recursos financeiros da empresa). O ideal é que as startups tenham alguém profundamente fascinado por contabilidade.

Não aproveitar o networking

Fornecedores, parceiros e clientes podem estar mais perto do que você imagina. Se você já tem uma boa agenda de contatos, não deixa de usá-la. Se você ainda não tem, agora é a hora de criá-la.

O networking auxilia em momentos de dúvidas ou conflitos e acionar essa rede pode ser decisivo para o sucesso da startup. Muitas pessoas estão dispostas a ajudar, por isso não perca oportunidades por falta de bons relacionamentos ou ego.

Ilusão sobre o potencial do produto

Manter os pés no chão e ouvir os consumidores são práticas imprescindíveis para garantir boa parte do sucesso das startups. Um produto bom não é, necessariamente, um produto vendável. E críticas bem pontuadas podem fazer a diferença.

Família e amigos fornecem suporte e apoio, especialmente para o início do negócio. Mas podem ser tendenciosos na tentativa de não frustrar ou chatear o empreendedor. Por isso, a ideia é ter por perto pessoas que possam oferecer opiniões construtivas e visão crítica do produto ou serviço.

Insuficiência de paixão pelo negócio

Você precisa ser o primeiro a acreditar no seu negócio. Paixão e brilho nos olhos transmitem segurança não só para os clientes, mas para toda a rede de parceiros envolvida na startup.

É importante confiar no produto ou serviço oferecido e desenvolver (se você ainda não tem) uma forma de passar essa credibilidade para pessoas, seja em apresentações, palestras ou uma simples conversa.

Agora que você já conhece algumas práticas que podem destruir startups, que tal ficar de olho nas tendências de marketing para os negócios em 2020? Acesse aqui!

Autor (a)

Marina Petrocelli
Mais de 12 anos se passaram desde minha primeira experiência com Comunicação Social. Meus primeiros anos profissionais foram dedicados às rotinas de redações com pouca ou nenhuma relevância digital. O jornalismo plural se resumia em apurar os fatos, redigir a matéria e garantir uma foto expressiva. O primeiro sinal de mudança veio com a proposta para mudar de realidade e experimentar um formato diferente de produzir. Daí pra frente, as particularidades do universo do marketing se tornaram permanentes. Ah! Também me formei em Direito (com inscrição na OAB e tudo). Mas nem tudo se resume às minhas habilidades profissionais. Como produtora de conteúdo, me interesso por boas histórias, de pessoas reais ou em séries, filmes e livros, especialmente distopias. Gosto de montar roteiros de viagens e reconhecer estrelas e constelações em um aplicativo no celular. Museus, música e arte no geral chamam minha atenção, assim como cultura pop.

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