Como a tecnologia machine learning pode revolucionar a gestão de projetos

Muito se fala sobre Inteligência Artificial (IA), mas pouco sobre como usá-la para soluções do dia a dia. Machine learning (aprendizado de máquina), por exemplo, é uma técnica da IA que consiste no treinamento com base em experiências. Significa que a máquina vai receber milhões de exemplos de um tipo de situação e, por meio desses padrões, vai se autocorrigir e desenvolver.

A técnica se baseia na análise dos dados inseridos previamente. No machine learning, a máquina é programada para oferecer soluções “sozinha” – que na verdade são apenas resultados dos estímulos que recebeu. É um pedaço do código, como se fosse um cérebro. Ele dá soluções baseado no que já viu.

Basicamente, ela reúne o “apanhado” de tudo que foi inserido de exemplo e propõe novas soluções. No entanto, apesar de já disseminada, na gestão de projetos essa técnica é pouco ou quase nada utilizada.

“Em gestão de projetos existe um grande gap de ferramentas que poderiam usar o machine learning, ser mais intuitivas e mostrar o que fazer”, declara Luana Moro, pesquisadora em linguística aplicada e gestora da área de Inteligência Artificial do Pecege.

De que forma?

Luana apontou, ainda, algumas formas de como o machine learning poderia ser usado como facilitador na gestão de projetos. Resumidamente, seria uma forma de identificar problemas e propor soluções – processos que exigem hoje muito tempo dos gestores.

Por exemplo, um software que usa essa tecnologia poderia identificar o porquê da desmotivação da equipe de projetos através dos dados já inseridos anteriormente pelo gestor. “Baseado na personalidade de cada um, ele pode até sugerir uma solução dentro das ferramentas”, explica.

Esse tipo de software representaria um avanço gigante em termos de tecnologia na gestão de projetos. Utilizar o machine learning poderia poupar muito tempo e garantir evolução significativa no setor.

Impacto

Utilizar o machine learning como ferramenta para gestão de projetos pode ser uma estratégia para poupar tempo e dinheiro – além de dar um “empurrãozinho” em projetos que estão parados por conta de problemas até então não identificados.

“Muitos dos problemas nós temos que nos lembrar de como resolvemos e isso leva tempo. Só o fato de identificar, porque isso demora também, e fazer o diagnóstico, uma varredura no que você planejou, ajudaria bastante”, completa a pesquisadora. Além disso, é possível desenvolver com essa tecnologia uma forma de propor soluções para o problema identificado.

Um software capaz de captar dados e gerar informação seria revolucionário para o setor. Seria a tecnologia cobrindo espaços até então deixados em branco pelo ser humano e poderia aliviar o volume operacional de projetos.

A máquina de “roubar” emprego

Quando se fala em tecnologia avançada, inteligência artificial e termos correlatos, muito se pensa em como as máquinas vão substituir os seres humanos – embora essa seja uma ideia comum aos que não estão inseridos no nicho tecnológico.

No entanto, esse pensamento não é uma realidade. Uma máquina ou software capaz de identificar problemas e sugerir soluções não seria um substituto para um ser humano – pelo contrário, ajudaria àqueles que já trabalham no processo.

“A máquina não é criativa, ela só faz aquilo que foi programada, sugere com base em dados. Mas muitas vezes ela pode não identificar o problema que só o ser humano seria capaz”, diz Luana. “Por exemplo, o médico, tem coisas muito tecnológicas com as quais ele trabalha, mas nada substitui o olho”, exemplifica.

O machine learning não vai “tirar o emprego” de ninguém, mas pode representar mais segurança para os gestores de projetos. Isso porque eles são responsáveis por tomar muitas decisões importantes e que impactam as pessoas. “Ajudaria a ter mais segurança, a endossar a decisão”, finaliza.

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