Como melhorar a organização financeira

Existe um desejo que une várias pessoas quando o fim do ano se aproxima: melhorar a organização financeira. E de fato não existem tantas prioridades quanto começar um novo ciclo livre de dívidas e, quem sabe, com um pouco mais de fôlego no saldo bancário. Chegar em um equilíbrio das contas, conseguir poupar e poder investir o dinheiro em algo especial, ainda assim, não é tarefa fácil. Dicas não faltam, mas as tentações também estão constantemente presentes. A princípio, é preciso treinar a mente para entender a realidade das finanças pessoais. Somente dessa forma você conseguirá dispor das estratégias adotadas para ter uma boa organização financeira sem cometer erros tão comuns.

Onde estou falhando

Quando falamos de erros, o maior deles é aquele menos notado: não cuidar do salário. A preocupação em quitar as dívidas e em poupar pode ofuscar os limites da sua remuneração. Claro que novos gastos entram também nessa série de problemas para deixar a conta vazia. Dessa forma, a recomendação mais importante que todo especialista em economia insiste é ter cuidado com a receita x despesas. E é fácil cair em armadilhas quando você se sabota para pagar algo antes mesmo de ter o dinheiro no bolso. Assim, é mais fácil correr o risco de tender a impulsividade e bagunçar os objetivos financeiros. Um plano ideal para contornar isso é aguardar a remuneração para fazer o pagamento de contas fixas. Depois, o passo segue para cobrir os outros planos com o valor que sobrar.

Não pare por aí

Traçada uma estratégia de aplicação do salário, chega o momento de se livrar das dívidas que parecem intermináveis. Nesse momento não tem receita complexa, é importante parar de criar novos débitos. Afinal, todos estamos acostumados com o termo “bola de neve”. Liste tudo que pode ser pago à vista e priorize sempre as contas em atraso. Se o problema for um empréstimo, vale a pena entrar em contato com os credores e renegociar para uma realidade que se encaixe com sua organização financeira. No caso da renegociação, é possível reajustar as parcelas para que elas caibam no orçamento, só não vale descumprir o acordo e se endividar novamente. Quando estiver em dia com todos os boletos, pese seus gastos, sejam eles mensais, semanais ou diários. Poucas pessoas têm noção de quanto e em que gastam seu dinheiro. O que pode ser um cafezinho hoje e um almoço amanhã, vira um grande desfalque ao final do mês. Quando achamos que temos controle total sobre nossos gastos e que podemos lembrar de ter comprado algo hoje dentro de duas semanas, a situação sai ainda mais do controle. Ao final, a única pergunta que sobra é “aonde foi parar o meu dinheiro?”. A tecnologia pode ser uma aliada nesse momento. Com uma simples planilha do Excel ou aplicativos de organização financeira disponíveis de forma gratuita, como Minhas Finanças e GuiaBolso, é possível manter o controle de receita x despesas sem precisar de muitas anotações. Os aplicativos disponibilizam, inclusive, sincronização com as contas e isso significa que o trabalho de anotar manualmente será quase zero.

Sobrou algo?

Se até aqui tudo pareceu bem simples, então chegamos ao ponto importante da conversa sobre organização financeira. Livre de dívidas, é preciso traçar rapidamente um plano para o dinheiro antes que ele volte a sumir. Ter uma finalidade para qualquer valor que entra na conta ajuda a manter uma organização financeira mais em dia. Muitas dicas da economia apontam para reservar partes a destinos específicos. Atualmente, a estratégia mais usada é a 30/70. E nada mais é que reservar 30% do salário ou qualquer outro tipo de remuneração para guardar e aplicar em um plano específico de médio e longo prazo, como uma viagem ou aquisição grande. Com a outra porcentagem, 50% precisa ser para gastos fixos, os famosos boletos e gastos no supermercado. A parte boa é que os 20% restantes servem para uso pessoal, que pode incluir seu orçamento mensal para compras de roupas novas, passeios, cosméticos ou alguma nova experiência que não faz parte do dia a dia. Lembra do investimento? Procurar qual será mais vantajoso pode ajudar a render ainda mais o dinheiro. Existem sites que simulam e explicam a diferença entre diversos tipos de economias e aplicações.   Já sabe como cuidar das suas finanças? Deixe nos comentários as dicas que você também segue 😉

Autor (a)

Ana Rízia Caldeira
Boa ouvinte, aprecio demais os momentos em que posso ver o mundo e conhecer as coisas pelas palavras das outras pessoas. Não por menos, entrei para o jornalismo. E além de trazer conteúdos para o Next, utilizo minhas habilidades de apuração e escuta para flertar com a mini carreira de apresentadora nos stories do MBA USP/Esalq, no quadro Você no Camarim. Quando não estou me ocupando em ser a garota dos textos e do Instagram, gosto de usar meu tempo para devorar livros, acompanhar algum bom filme, enfeitar minha casa com tapetes de crochê, desenhar flores e abusar dos meus dotes na cozinha.

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