Qual a importância da gestão democrática nas escolas?

A educação é a base de formação de toda sociedade e por isso é também dever da comunidade escolar participar das decisões nas instituições de ensino. Esse processo é chamado de gestão democrática. Além de ir de encontro à estrutura tradicional dentro de uma escola, em que o diretor detém o poder de tomar todas as decisões, a gestão democrática também traz todos os envolvidos no processo educacional para o debate e participação dentro das instituições. Basicamente, esse tipo de gestão é quando a direção abre as portas para os pais, alunos, professores, funcionários e toda a comunidade escolar. De acordo com a assistente de coordenação do MBA USP/Esalq em Gestão Escolar, Maria Cecília Fuchs, o maior benefício desse modelo é ouvir o que todos têm a dizer. “Nesse processo é possível conhecer melhor o que está acontecendo na escola, ver as necessidades, desafios, o que a escola tem de bom e pode melhorar ainda mais… Porque o diretor apesar de estar sempre presente, não está dentro da sala de aula ou em todos os ambientes da escola”, explica. Todo esse modelo é pensado em atingir um objetivo: a aprendizagem dos alunos. A intenção é sempre melhorar o processo educacional, trazer saídas para os problemas do cotidiano e aprimorar ainda mais o que já é bom.

Aplicação

Aplicar a gestão democrática nas escolas se dá por meio de vários processos. Um deles é a criação de conselhos de classe ou associação de pais e mestres, por exemplo. “Ouvir os demais é sempre uma boa saída para saber o que está acontecendo.” Outra forma de gestão democrática é a própria reunião de pais. Geralmente há reuniões todos os bimestres para passar um “feedback” dos alunos, mas esses encontros devem ir além de apenas dizer se as notas estão boas ou ruins. “É uma oportunidade de conversa, de saber o que a escola precisa, de sugerir novas coisas”, diz. Essa é a hora de os pais e professores se juntarem para propor novas ideias que vão melhorar o aprendizado dos alunos.

Mudança

Apesar de estar na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) de 1996, que rege a educação pública do Brasil, a gestão democrática ainda não é plenamente aplicada nas escolas. “É uma tendência a seguir porque está na lei, mas a mudança não se faz de uma hora para outra, é um processo”, explica Maria Cecília. Essa mudança também deve ser feita de todos os lados, não basta apenas abrir as portas, mas conscientizar toda a comunidade escolar sobre a importância da educação. Isso porque a gestão democrática é um modelo novo e totalmente diferente do que era a educação antigamente. “As pessoas tinham muito a visão de que a escola é para tomar conta da criança”, afirma Maria Cecília. “Hoje a comunidade está mais consciente do direto à educação”, completa. O que você acha de gestão democrática nas escolas? Comente! Entenda o MBA USP/Esalq em Gestão Escolar.

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