A obra de arte do algoritmo da Netflix

Elas estão em todos os lugares: nas campanhas publicitárias, na conversa no trabalho, nas rodas de amigos e em todas as redes sociais. Definitivamente, as séries vieram para ficar.

A Netxflix, um dos maiores serviços de vídeo por streaming do mundo, investe fortemente na criação desse tipo de conteúdo original e parece acertar cada vez mais no desejo dos consumidores.

Isso não é impressão: a plataforma acompanha cada clique que seus usuários dão nas redes e usa todas essas informações para desenvolver conteúdos que atendam ao que eles estão buscando. Isso tudo graças ao novo queridinho das empresas, o Big Data, o grande banco de dados moderno. (Já falamos sobre isso aqui).

“A Netflix tem um sistema de recomendação que funciona muito bem, graças às análises que eles conseguem fazer sobre cada assinante. Além disso, podemos atribuir o sucesso da plataforma também a sua infraestrutura, que funciona mesmo sem uma internet tão veloz”, afirma Thiago Almeida, professor do Departamento de Computação da UFSCar, campus Sorocaba.

Duas grandes séries originais já foram apontadas como filhas da análise de dados feita pela Netflix recentemente: House of Cards e Stranger Things. Em 2013, 75% dos assinantes escolhiam o que assistir seguindo a base de recomendações da empresa e sabendo um pouco como ela analisa nossos dados e hábitos na rede, é fácil perceber o uso de Big Data na criação dessas séries.

O professor reforça ainda que independente do banco de dados utilizado, entender de estatística é uma necessidade comum a todos eles. “Estatística sempre é muito necessário nessa área de computação. Normalmente os métodos de inteligência artificial dependem de análise para dar algum tipo de solução”.

Por isso, essa é uma área de atuação cada mais forte. Segundo um relatório feito pela Inova Consulting, o Gestor de Big Data é uma das 50 profissões do futuro. Para que as análises de dados sejam cada vez mais eficientes, é preciso investir em qualificação desses profissionais. “Ainda precisamos melhorar. Há uma demanda de mão de obra especializada para análise de sistema como o Big Data”, conclui Almeida.

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